11 de jan de 2010

Psicopatologia: Teoria e Clínica

Psicopatologia: Teoria e Clínica

Estrutura Neurótica ou Psicótica?

 
"A representação do desejo inaceitável é recalcada no inconsciente. Existe, no plano do princípio do prazer, uma falta que o Ego vai procurar peencher, em uma dupla operação sutil e compensatória/; trazer, por um lado, um satisfação de substituição e, por outro, arranjar-se para que essa consciente de substituição se encontre mesmo capaz de evocar o prazer proibido, sem que isso apareça claramente, graças ao jogo das associações de idéias. Por exemplo, o transe místico pode muito bem constituir somente um substituto do orgasmo sexual: aparentemente, não há nada de sexual, na realidade, porém, laço com o êxtase amoroso e físico se acha conservado, o afeto permanece idêntico. A formação substitutiva constitui, então, um dos modos de retorno do recalcado" (Bergeret et al., 2006)

Desenvolvimento:
"A estabilidade das estruturas verdadeiras implica igualmente, ao mesmo tempo, uma impossibilidade fundamental de passar da estrutura neurótica à estrutura psicótica (ou inversamente), a partir do momento em que um Ego específico é organizado em um sentido ou no outro. A mais "neurótica" das psicoses e a mais "psicóticas" das neuroses não chegarão a se encontra em uma linhagem comum de organização do Ego. Na estrutura neurótica, o elemento imutável mantém a organização do Ego em torno do genital e do Édipo; o conflito se situa entre o Ego e as pulsões, o recalcamento das representações pulsionais domina as outras defesas; a libido objetal se encontra em causa e processo secundário conserva um papel eficaz, respeitando a noção de realidade. Na estrura psicótica, ao contrário, uma recusa (e não um recalcamento) inside sobre toda uma parte da realidade, é a libido narcisista que predomina, o processo primário que domina, com seu caráter imperioso, imediato, automático; o objeto é fortemente desinvestido e aparece segundo as formas clínicas, todo um leque de defesas arcaicas custosas para o Ego". (Bergeret et al., 2005)

 
Objetivos:
  1. Compreender a origem dos transtorno a partir da relação do sujeito com o seu meio;
  2. Abordar de outro modo as relações entre o nato e o adquirido; 
  3. Compreender os sintomas em sua etiologia; 
  4. Considerar que essas excitações aos quais está submetido o organista são dois tipos; 
  5. Considerar que a doença psicossomática, corresponde a um nível de organização da personalidade mais arcaico que nas neuroses; 
  6. Precisar como se elabora o sonho; 
  7. Distinguir as diferentes organizações patológicas; 
  8. Definir o Édipo como uma problemática relacional fundamental da dimensão sexual; 
  9. Passar em revista alguns mecanismo primordiais em sua ordem regressiva; 
  10. Destacar que a noção de tópica ou topologia possue raízes históricas adversas.

 
Período de realização
de 09 janeiro a 06 de fevereiro. Aos sábados
 
Local:

Auditório Zerbini da Faculdade de Medicina, ao lado do Ambulatório Araújo Lima. Boulevar

de 14:00 às 16:00h.

  
Informações:

 91077074 (Fernanda)