22 de nov. de 2010

Psicanálise & Cinema - Inauguração


Na manhã de sábado do dia 21 de novembro de 2010, foi realizado o evento de abertura  (Manhã Cultural Padre Luiz Ruas) do projeto PSICANÁLISE & CINEMA, supervisionado pelo Prof. Dr. Galvão, na Faculdade de Medicina (UFAM). 
Quem foi o Padre Ruas?
Cinéfilo, Padre e Poeta, Luíz Ruas beneficiou a sociedade amazonense com sua contemplação a arte e culto ao inovador.  O Projeto “A Psicanálise e o    Cinema” inaugura suas atividades  homenageando Luiz Ruas e apresentando um espaço de lazer e cultura aos estudantes e sociedade amazonense em geral

Como foi o evento?

O evento homenageou a memória e o ímpeto pioneiro deste ousado cidadão manauara que prestou suas habilidades criativas à constituição da identidade cultural Amazonense. O encontro objetivou discutir enredo e cenas acerca do filme erguendo questionamentos em geral sob a abordagem da Psicanálise e Psicologia, bem como, das diversas áreas do conhecimento concernentes às ciências humanas.

Participação especial de Dinara M. Guimarães

Importante presença na Manhã Cultura foi a de Dinara Machado Guimarães, Psicanalista e Doutora em Comunicação e Cultura pela UFRJ; autora dos  livros em psicanálise e cinema: Voz na luz e Vazio Iluminado: o olhar dos olhares.

Dinara participou inclusive, com relevantes contribuições, do projeto Psicanálise na Cultura, no sábado à tarde do mesmo dia, onde foram debatidos alguns possíveis equívocos de Lacan e, ainda, o caso Dick, de Klein.

Confira mais no próximo tópico específico do mini-curso Os Escritos Técnicos de Freud.

16 de nov. de 2010

Os Escritos Técnicos de Freud - 13/11/10


A DIMENSÃO SIMBÓLICA

- Toda percepção remete para uma percepção anterior;
- Para "denegar" é preciso antes afirmar (há uma estreita ligação entre ambos);

Ernst Kris e as graves entraves em seu trabalho intelectual

- Ele tem a sensação de ser um plagiário;
- Apesar da dificuldade de produzir, ele declama que toda sua tese já estava em sua biblioteca;
- Seu pai nunca publicou nada porque era esmagado por um avô que produzia muito;
- O analista não deve fazer uma pretensa análise de superfície, proposta por Kris;
- Não se faz interpretação baseada no comportamento do sujeito;
- A interpretação é válida, mas é importante ver como o sujeito reage a ela;
- O sujeito produz um "acting out", o que é produto de uma interpretação mal feita;
- O que interessa é extinguir a dimensão simbólica;
- Kris está entre o símbolo e o eu;
- É muito difícil conceber um eu autônomo, pois ele está sempre em função de outras instâncias;
- Lacan diz que "o eu é uma função de desconhecimento";

O CASO DICK

- Artigo de Klein: "A importância da formação do símbolo no desenvolvimento do eu", 1930;
- Ela considera que é preciso um certo nível de ansiedade para a construção de símbolos e fantasia (mas também se contradiz dizendo que o sujeito já nasce com essa capacidade);
- Dick não apresenta ansiedades; um caso de inibição do desenvolvimento do ego (não havia simbolismo);

"Dick tinha quatro anos de idade e pobreza de vocabulário, estava no nível de uma criança de quinze a dezoito meses." Klein

- Dick possivelmente era autista; não demonstrava muitos afetos, era indiferente à presença da mãe e da babá, não brincava, não tinha interesses, emitia ruídos;
- Klein utilizou um método brutal de intervir em Dick, através de trenzinhos, mas apesar dessa brutalidade, o método funcionou, pois fez Dick adentrar no simbolismo;
- Toda a teoria de Klein é em cima do corpo da mãe e do ataque de Dick a ele;
- Klein sabe que não se trata de uma esquizofrenia, mas se confunde ainda assim. A psicose é adquirida, o autismo não; a criança já nasce predisposta;
- O esquizofrênico possui alto nível de ansiedade, é angustiado (ao contrário do autista);

[CONTINUA] Próximo sábado.

11 de nov. de 2010

Os Escritos Técnicos de Freud - 06/11/10


RESISTÊNCIA (continuação)

Toda comunicação tem intenção de apoiar-se no outro;
- Resistência se dá em movimento de báscula, tendo como enfoque se relacionar com o desejo;
O que é o ego na Psicanálise?

- Se constitue nessa relação essencialmente diferente da Psicologia, onde ele é função de síntese, passível de se conhecer;
- Para a Psicanálise o ego exerce função de desconhecimento. Ele é passional, apaixonado pela ignorância; 
- Ego é lugar do desconhecimento por ser constituído por identificaçoes;
- O sonho tem função de palavra;
- O sistema simbólico é caracterizado pelo entrecurzamento linguístico (verschlungenheit);
- Só existe análise devido a ambiguidades;
- Denegação (verneinung), Freud, 1925;
- Simbolização primordial;
- O símbolo somente vem através da pulsão de morte;
- A palavra é a morte da coisa;
- Lacan faz questão de mostrar que a atuação de Freud não constitui uma luta contra resistência e que ele era completamente contra a "tirania da sugestão";
- Só há destinção entre as coisas devido a negação. Trabalho descompensado pela pulsão de morte;
- A inteligência humana brota a partir do afeto;
- A Psicanálise recupera o mito: a gênese da inteligência e do afeto é explicada pela Psicanálise de forma mítica;
- Negar é mais do que querer destruir - o negado vai aparecer;
- É preciso haver negação da negação para que o sim apareça. É pela negação que o símbolo vem ao mundo;
- Quando não há castração no simbólico ocorre alucinação no corte do real (pois não é feita a simbolição primordial);

10 de nov. de 2010

Informativo: Psicanálise e Sintoma

Está no ar o novo Blog do Dr. Galvão sobre a Psicanálise e o Sintoma. Com publicações sobre o Sintoma e Casos Clínicos diversos.

http://psicanalisesintoma.blogspot.com/

E estamos a procura de pessoas interessadas a ajudar no projeto.

5 de nov. de 2010

Informativo - Próximo Sábado


 No mini-curso Os Escritos Técnicos de Freud, no sábado do dia 06/10/10, a temática RESISTÊNCIA continuará sendo abordada, devido a sua grande importância, frequência e complexidade dentro do contexto clínico, como bem ressaltado por Lacan. 

No sábado do dia 13/10/10, aula posterior, será discorrido o CASO de DICK e o erro presente neste, de Melanie Klein, e faz-se aqui um convite aos Kleinianos para participarem da discussão.

2 de nov. de 2010

Os Escritos Técnicos de Freud - 30/10/10


O Eu e o Outro - vide aqui os assuntos abordados na palestra do dia 30/10/10, ainda dentro do mini-curso à respeito do Seminário I, de Lacan.

A presença

- Normalmente não nos damos conta da presença do outro;
- Não seria fácil viver se a todo instante tivéssemos o sentimento de presença;

A relação de transferência e resistência

- No caso do homem dos lobos, há um mecanismo diferente da do recalque, pois seu problema gira em torno da castração;
- O psicótico é prisioneiro de uma relação anal, Lacan traduz "verwerfung" por "recusa", o que não é correto, uma vez que o fenômeno no caso é muito mais grave;
- "Uma recusa é algo diferente de uma foraclusão";
- Não há julgamento na recusa;
- Para Freud, a operação do recalque é mais complicada do que o próprio recalque inicialmente exigido;
- Recalque originário (que possibilita a castração) -> quando a criança abre mão do amor da mãe tomado pelo pai;
- A essência da descoberta Freudiana existe na origem do recalque;
- É na dúvida do paciente que se reconhece os aspectos mais importantes;
- É muito difícil interpretar o louco porque ele vive em certeza;

Análise do "esquecimento" de Freud

- A impossibilidade que encontra Freud ao evocar o nome de Signorelli (nem esquecimento nem recalque);
- Freud e a identificação com a pintura de Signorelli; O Juizo Final (é como se Freud reconhecesse seu próprio futuro na pintura);
- "Do sublime ao ridículo não há mais que um passao", do francês "Du siblime au ridicule il ny'a s'u un pas."
- Só há memória porque existe o esquecimento;
- Guy Rosalato produziu uma obra muito recomendada sobre esse episódio de Freud;

As funções da palavra

- A resistência é a dificuldade de revelar;
- Lacan ignora a distinção entre "palavra" e "morfema";
- Na análise a palavra se degrada quando perde a função de revelação para a função de comunicação;
- A palavra é a mediação entre o sujeito e o outro;
- Revelação e não expressão (ponto máximo do Seminário I), pois ao longo da análise a palavra bascula entre essas duas coisas;
- Não existe palavra plena;
- É o próprio analista quem cria as condições de resistência do paciente;

30 de out. de 2010

AVISO: palestra do dia 30/10/10

Em decorrência das aleições do dia 31/10/10, a Faculdade de Medicina não poderá ser utilizada como sede habitual de nossas palestras. Visto isso, especificamente a palestra do dia 30/10/10 será realizada na casa do Dr. Galvão. Participantes interessados em obter o endereço, favor ligar para os seguintes números: (92) 3656-0993 / 3238-2668 / 3088-0333 / 3656-0692

À organização.

24 de out. de 2010

Os Escritos Técnicos de Freud - 23/10/10

Notas do dia 23/10/10


O EU E O OUTRO

- Lacan recomenda abster-se de qualquer relação de ego à ego;
- É necessária a presença de um terceiro termo;
- Estado Pseudo-maníaco: o problema fundamental não é o analista cometer um engano, mas o manejo inadequado de seus sentimentos;
-  Nunca se diz que o analista não pode ter sentimentos por seu paciente, o que ele não deve é ceder à isso;
- O que há de mais grave é o uso da técnica de colocar toda a concentração no presente do paciente, deixando de lado o passado;
- O erro está em separar a técnica de seus fundamentos;

"O analista acredita que é autorizado a fazer, nesta técnica, uma interpretação de ego à ego." Lacan cita e se opõe terminanentemente.

- Há interpretações que são tão justas e verdadeiras que podem não corresponder à verdade, ou seja, à real raiz do sintoma;

RELAÇÃO ENTRE RESISTÊNCIA E DEFESA

- Foi na Interpretação dos Sonhos (cap. 7) que Freud deu a primeiraa definição, em função da análise, de resistência;
- "Was immer die Fortsetzung der Arbeit stört, ist ein Widerstand." Tradução: tudo o que destrói, suspende, altera a continuação do trabalho (analítico);


Mas, de onde vem a resistência?

- Nada indica que ela venha do "eu". A resistência é concebida como algo que se produz do lado consciente, à medida que se aproxima de algo que foi recalcado;

O que foi orinalmente recalcado?

- O passado e sempre o passado;

O HOMEM DOS LOBOS

O que é o trauma?

- O trauma é uma noção extremamente ambígua. O trauma é um auto-traumatismo, pois o que traumatiza é a repetição do ato feita pelo próprio sujeito;
- O trauma geralmente provém da resignificação da experiência que foi vivida no passado da presente;
- O evento passa para segundo plano, mesmo não havendo nada o sujeito pode fantasiar o ocorrido;
- O homem dos lobos não lembra, mas sonha, a partir dos sonhos, Freud reconstrói a cena primária;
- O passado é uma reconstituição feita a partir do presente;
- Cena Primária: os fazendo sexo anal quando ele tinha dois anos;
- A Gestalt mostra que você nunca percebe todo o elemento, apenas partes deles;
- A análise colocou o centro da gravidade no sujeito;
- A questão proposta é "qual o sujeito do discurso?"

19 de out. de 2010

Fatos recentes

Colocamos aqui nossa indignaçao frente aos últimos fatos ocorridos na Faculdade de Medicina.

Inicialmente, é preciso deixar claro que historicamente buscamos trabalhar o ensino na cadeira de clínica psiquiatrica de forma a facilitar o enlace entre teoria e prática, onde os alunos atendem e acompanham individualmente os pacientes e realizam supervisão e orientação com professor responsável pela turma. Deste modo, buscamos propiciar qualidade ao ensino e à vivência da clínica psiquiátrica, bem como o atendimento responsável e de qualidade aos pacientes envolvidos no processo de aprendizagem dos acadêmicos.

Fazemos isso baseados no principio da Singularidade, desenvolvido muito bem no Seminário I de Lacan – Os Escritos Técnicos de Freud – (1983. p.21), segundo o qual se deve apreender cada caso em sua singularidade, onde a reconstituição completa da história do sujeito é o elemento central, constitutivo, estrutural do processo analítico. Neste sentido, defendemos que a essência da clínica psiquiátrica está no que há de singular, de único, marcado pelas significações e pelos sentidos atribuídos por cada sujeito a cada vivência particular sua.

Como é possível, portanto, fazer um acompanhamento único, individual e singular de cada relato de caso de cada aluno se nos é imposto que seja ministrada aula prática com atendimento de pacientes para 16 alunos em 2 horas de aula? Como se pode primar pela qualidade do ensino em uma Universidade Federal quando os próprios mestres estão muito mais preocupados com a quantidade cumprida no semestre?

O que se vivencia no cotidiano universitário são tentativas de resolver com emendas mal feitas os erros que há muito foram deixados de lado, são medidas emergenciais que não resolvem o problema em si, mas apenas impedem que um sintoma se manifeste.

Neste momento acreditamos que é hora de refletir: Que perfil de profissionais é este proposto pela universidade? Qual a qualidade que estamos propiciando aos nossos alunos? Será a qualidade percebida apenas nos altos coeficientes “obtidos”?

É hora de refletirmos estas questões e fazermos nossas proposições de melhorias, e, principalmente, LUTARMOS pelas melhorias que pensamos ser necessárias e primordiais para a formação de profissionais éticos, responsáveis, críticos e conscientes da importância de seu papel social.

Para isto, pedimos o apoio daqueles que lerem esta postagem e concordarem com nossas indignações e questionamentos, tendo em vista que estamos encetando uma batalha contra o autoritarismo, a ignorância administrativa e a desconsideração pela história profissional e atuação em extensão de professores que estão de fato preocupados com a banalidade que está tomando conta do contexto médico e universitário.
Assim, aqueles que quiserem deixem suas assinaturas em forma de comentário neste post que se baseia numa postura ética.

17 de out. de 2010

Aliança Francesa

 Uma das colaboradoras do Projeto Psicanálise na Cultura, é a escola Aliança Francesa que através do estudo do francês vem trabalhando na propagação da cultura como um todo nesta região. Por entremeio de diversas palestras, seminários e exposições, tem contruibuído de forma significativa para o incentivo não só à arte, mas às ciências e ao saber popular.



Razões para estudar francês?

O Francês no mundo

  O Francês é falado em 56 países nos 5 continentes
   Mais de 78 milhões de turistas  visitam a França todos os anos.
   O Francês é uma das línguas oficiais da cultura, do turismo, da ciência e da tecnologia, dos negócios, da gastronomia e da diplomacia.  

O Francês nos estudos

  O Ensino superior na França é gratuito. Existem vários programas de bolsas para estudar na França.
  Cerca de 10% dos estudantes na França são estrangeiros.
  Os diplomas do ensino superior francês são válidos em toda a Europa.
  Algumas das melhores universidades brasileiras já assinaram acordos de duplos-diplomas com universidades francesas. 

O Francês nos negócios

  Cerca de 1 milhão de funcionários trabalham para empresas que utilizam a língua francesa no Brasil.
  Mais de 600 empresas de língua francesa estão aqui instaladas.
  O governo do Quebec no Canadá oferece oportunidade para profissionais de nível técnico ou universitário .
  A França é um dos maiores investidores estrangeiros no Brasil .

O Francês na formação cultural

Aprender francês amplia o universo cultural em vários aspectos: história, cinema, artes plásticas, literatura, turismo, gastronomia, design, ciência política e relações internacionais. 

* As seguintes razões foram reproduzidas do site oficial d'Aliança;

CONTATO:

ALIANÇA FRANCESA DE MANAUS
RUA LAURO CAVALCANTE 250,
CENTRO, MANAUS, 69020-230
FONE: 3232 1373
www.aliancafrancesamanaus.com
www.afmanaus@internext.com.br