9 de jul. de 2010

Interpretando os sonhos


Neste próximo sábado, dia 10 de julho de 2010, o Prof. Dr. Galvão abordará alguns conteúdos oníricos relatados na obra de S. Freud, A Interpretação dos Sonhos, entre estes, o da BelaAçougueira/Salmão Defumado e o sonho Meu Tio.

Segue uma mostra:

"O senhor sempre me diz", começou uma inteligente paciente minha, "que o sonho é um desejo realizado." Pois bem, vou lhe contar um sonho cujo tema foi exatamente o oposto - um sonho em que um de meus desejos não foi realizado. Como o senhor enquadra isso em sua teoria? Foi este o sonho:
          "Eu queria* oferecer uma ceia, mas não tinha nada em casa além de um pequeno salmão defumado. Pensei em sair e comprar alguma coisa, mas então me lembrei que era domingo à tarde e que todas as lojas estariam fechdas. Em seguida, tentei telefonar para alguns fornecedores, mas o telefone estava com defeito. Assim, tive que abandonar meu desejo de oferecer uma ceia."

* Primeira pessoa do singular, no Pretérito Imperfeito do Indicativo.

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I. Meu amigo R. era meu tio. - Eu tinha por ele um grande sentimento de afeição. 
II. Vi seu rosto diante de mim, um tanto modificado. Era como se tivesse sido repuxado no sentido do comprimento. Uma barba amarela que o circundava destacava-se de maneira especialmente nítida. 
Seguiam-se as duas outras partes que omitirei - mais uma vez, uma idéia seguida de uma imagem.

Cont. Polifonia dos Sonhos
Investimento: R$ 20,00 (estudante) R$40,00 (profissional)
Horário: 14:00 às 16:00
Local: Auditório Zerbini da Faculdade de Medicina
, ao lado do Ambulatório Araújo Lima, rua Afonso Pena, S/N, Boulevard. Próximo à Drogaria Nossa Senhora de Nazaré.

18 de jun. de 2010

PSICANÁLISE E CINEMA

Na cidade de Manaus e em especial nas universidades, não se promove reflexões psicanalíticas sobre o cinema. Tem-se ignorado a psicanálise como fonte de refletir o cinema.
O cinema clássico de ficção, em particular, o cinema americano apresenta uma visão muito limitada da psicanálise ao modelo de cinema tal como definido pelo modelo catártico:
“O cinema americano faz dele o modelo, embora saiba que se falou apenas da primeira etapa que foi ultrapassada rapidamente e que é muito limitada no tempo. Por que é que filmes rodados a partir de 1940 se mantiveram pelo estudo dos trabalhos em 1890? Por que é esse modelo que melhor corresponde aos esquemas de cinema clássico de ficção.



Na verdade, nenhuma diferença existe entre um malfeitor que se recusa a falar na polícia e que acaba por se sentar à mesa e um doente (que se sabe criminoso) que não se lembra, mas que acaba apesar de tudo por reaver a memória e/ou a solução do enigma” (Psicanálise e cinema. Marc Vernet, pág. 74-75).
A Psicanálise é exibida no cinema de forma primária e sob o olhar de fora. O cineasta como contemplador da psicanálise a exibe de maneira superficial, a metapsicologia é expressa apenas como um projeto simplista. O projetista (o cineasta) não se trata de um psicanalista, mas de um expectador que domestica a psicanálise e assim a retransmite, sob a condição de seu olhar, aos expectadores da vida (o público).


A produção cinematográfica é executada pelos valores dominantes e não pelo real desejo do espontâneo ser psicossocial. “O cinema transformou-se em uma gigante máquina de modelar a libido social”. (O Divã do Pobre. Felix Guattarri). O desejo encontra-se editado, maquiado, ditado e socializado. Mediante tal aceitação coletiva, o cinema domestica subjetividades exibindo moldes superficiais da psicanálise e determinando desejos, comportamentos, objetivos, sonhos, dentre outras elaborações psíquicas.
Por essas e outras razões é que o cinema não tem nada a contribuir para a compreensão da Psicanálise. Pelo contrário, o cinema revela um grande atraso em relação às produções psicanalíticas.


Os alunos da UFAM e de outras universidades como o público em geral terão a oportunidade de acesso a esse saber sobre a domesticação da psicanálise levada a cabo pelo cinema.
No Amazonas, ainda não existem registros acerca da crítica ao cinema e suas limitações tendo como referencial a Psicanálise.A criação de um espaço de leitura crítica ao cinema via psicanálise oportunizaria os levantamentos necessários a produções acadêmicas que manteneriam e ampliariam as investigações pelo conhecimento científico referente à realidade social e suas implicações pelas massas e subjetividade.
A participação dos acadêmicos junto a profissionais de áreas afins, bem como, de outras, além da sociedade em geral, integraria os estudantes em um diálogo que permitiria suas autonomias e os incentivariam ao cumprimento de seu papel social através de sua principal contribuição, o pensamento científico.E ainda, possuindo como mediadora a universidade, a iniciativa do projeto aproximaria as atividades universitárias à comunidade em geral, providenciando a familiarização dos estudantes e profissionais aos reais questionamentos elaborados pela sociedade e suas dificuldades.Deste modo, a sociedade amazonense se beneficiaria com sua participação nas atividades de extensão da Universidade Federal do Amazonas e os estudantes poderiam aprimorar seu processo de aprendizado através de seu desempenho ativo no social, tanto na produção acadêmica quanto no diálogo com a sociedade.

Propiciar discussões sobre ciência e a realidade suscita questionamentos fundamentais ao processo evolutivo de uma sociedade. Refletir a Metapsicologia por meio da crítica às obras cinematográficas pode se tornar uma proposição ao pensamento universitário sobre os atuais fatores reais e autônomos que banalizam e industrializam a constituição das subjetividades em tempos contemporâneos.

OBJETIVOS:


Objetivo Geral:

-Propor ao público em geral um questionamento sobre a imagem simplificada que o cinema construiu e constrói da psicanálise. Através de obras cinematográficas, fomentar discussões psicanalíticas capazes de construir uma visão crítica sobre as atuais produções cinematográficas, suas limitações teóricas e sua parcela de contribuição à alienação social.


Objetivos Específicos:

- Proporcionar à comunidade acadêmica das ciências humanas uma proposta de reflexão sobre a psicanálise por meio da eleição de temas que fazem alusões críticas ao recurso cinematográfico e sua visão do psiquismo e da realidade (por exemplo: “A Histeria em Madame Bovary e a representação clássica do sintoma”).
- Apresentar a limitação do cinema e seus pontos de alienação através da exibição de filmes considerados como clássicos (abordando cineastas como: Fellini, Alfred Hitchcock, Stanley Kubrick , Almodóvar, Wenders dentre outros renomes do contexto cinematográfico);
- Propor uma ida ao cinema acompanhado do método psicanalítico de leitura. Desta forma, criar condições materiais (um espaço de exibição dos filmes e de discussão) e subjetivas (autonomia da palavra, diálogo com outros posicionamentos e produção crítico-acadêmica) para uma crítica mais extensa e profunda de inspiração psicanalítica ao cinema americano e a outros cinemas;
- Definir os usos extremamente simplificados da psicanálise pelo cinema através da leitura de filmes que versam sobre o trabalho analítico;
- Tentar compreender as analogias de temas entre o sonho e o filme. Os referidos temas encontram-se presentes em filmes como: Morangos Silvestres (1957) e Oito e Meio (1963);
- Mostrar aos alunos da UFAM e ao público em geral que a maioria dos filmes que se referem à psicanálise, e em especial ao tratamento psicanalítico, nos depara com aquilo que se assemelha a condução da cura tal como Freud a praticava entre 1880 e 1895: o método catártico;
- Propor uma visão crítica do cinema na medida em que o cinema pode funcionar como uma descarga psíquica a baixo preço. Através dos temas propostos, possibilitar-se-ão discussões que abordam a articulação existente entre a produção de filmes e sua influência social na constituição de subjetividades;
- Levar o público a refletir se a idéia de inconsciente na situação: “O cinema hoje tem a nossa disposição um inconsciente caseiro perfeitamente idealizado”

METODOLOGIA
 
 
O Projeto Psicanálise e Cinema se efetivará através de reflexões e produções científicas providenciadas por encontros em eventos quinzenais, bem como, por parcerias com outros projetos e instituições. A execução do projeto será possibilitada a partir da eleição de filmes com temas e questões relacionadas à psicanálise. Em seguida, uma parceria com o Projeto Clube do DVD (vinculado a ProComum), proporcionará encontros entre acadêmicos, cinéfilos, profissionais (cineastas, professores, escritores, filósofos, sociólogos, jornalistas, antropólogos, dentre outros) e a comunidade em geral através da promoção de eventos no espaço do referido projeto.
 

A exibição dos filmes será apoiada pelo acervo cinematográfico disposto pelo Clube do DVD e a projeção poderá ser efetivada por responsáveis pelo projeto ligado a ProComum.
Os eventos serão divulgados por meio de folders, cartazes e faixas; além de visitas e formalizações de convites a outras instituições de ensino, cultura e lazer. Durante os encontros, após a exibição dos filmes, os presentes participarão de discussões alusivas a questionamentos sobre a relação psicanálise e cinema. Após o final de cada evento, as reflexões levantadas e elaboradas serão configuradas em redações e publicadas na home page do projeto.
A partir do andamento do projeto, anseia-se estender as discussões de roteiros e sinopses dos filmes através da inserção do projeto em um dos quadros do Programa Set Ufam veiculado pela TV Ufam. Deste modo, a crítica ao cinema via referencial psicanalítico se abrangeria a toda a comunidade amazonense.
Enquanto o projeto Psicanálise e Cinema for realizado, a necessidade da obtenção de outros filmes e bibliografias para a fomentação das discussões será sanada pela criação de um acervo de livros e de filmes em DVD nas dependências da Universidade; esta iniciativa beneficiará a comunidade acadêmica e aos docentes preocupados em dinamizar suas aulas. E ainda, é válido ressaltar que o projeto visa estabelecer contatos eletrônicos, através do Fale Conosco no site, com editoras e grupos virtuais interessados em fornecer suporte bibliográfico e contribuições teóricas necessárias às reflexões encadeadas pelo projeto.
A evolução do projeto pode direcioná-lo a comunicações científicas com instituições localizadas nos demais estados brasileiros. Assim, faz-se necessário a solicitação de passagens aéreas com destino, em particular, à metrópole paulista, oportunizando o diálogo com autores, iniciativas e teóricos em Cinema e Psicanálise.
O acesso a obras cinematográficas e a proposta de discussões à luz do referencial psicanalítico proporcionará aos alunos, profissionais e à comunidade em geral o suporte para o questionamento sobre a sociedade contemporânea, suas vias históricas, sua dinâmica e os processos psíquicos que a constituem e encadeiam sua alienação, psicopatologias, bem como, seus desejos coletivos.

3 de jun. de 2010

Nota de Informação: Produção de livro

Informamos que as aulas que estão sendo realizadas durante as tardes de sábado irão dar origem ao novo livro de autoria do professor Galvão.

As pessoas que participarem das aulas estaram participando da produção do livro.

Além disso, vale ressaltar que, apesar de estarem vinculadas ao mesmo tema, as aulas de sábado são independentes uma da outra. Deste modo, é possível oferecer declaração de horas cursadas para quem não
puder assistir todas as aulas e tiver interesse em subtemas específicos.

Agradecemos a atenção.

Coordenação

20 de mai. de 2010

Figuras da Recusa

FIGURAS DA RECUSA


“Deve-se inicialmente, assinalar bem a dificuldade terminológica ligada, até o momento, de forma quase inexorável, a este conceito. Se o termo Frances déni [recusa] parece, de fato, ser suficientemente específico no sentido usual de “déni de justice” [recusa de justiça], por exemplo – para designar uma suspensão da própria função de julgamento (uma recusa a levar em conta, portanto), o mesmo não ocorre com o verbo déinier [recusar] que, necessariamente, tende a levar o locutor ou leitor para o registro de julgamento negativo, até mesmo de denegação, o que representa, incontestavelmente, atos psíquicos de um alcance simbólico bem diferente. Talvez a dificuldade seja ainda maior em outras línguas: porque em português, por exemplo, a tradução inicial de déni foi denegação**! Porém, esta dificuldade se deve, sem dúvida, ao fato mais geral (e fundamental) de que a especificidade do ato de recusa – não a negação, mas a suspensão de qualquer julgamento – quase não é reconhecida na linguagem ordinária, principalmente nos verbos usuais que implicam a rejeição, como ocorre principalmente no alemão” (Penot, 1992)



Programação


1. A recusa da realidade. Início: 24/07/10
2. Além de um distúrbio da recordação.
3. A infância do delírio.
4. Sujeitos em suspenso.
5. Qual superego?



Objetivos

1. Precisar melhor o conceito de gozo proposto por Freud.
2. Aprofundar a questão do superego.
3. Tratar de superego enquanto instância psíquica.
4. Esclarecer o papel do superego paterno no psiquismo.
5. Refletir sobre o lugar possível da recusa da realidade nas diversas organizações da personalidade.
6. Fornecer uma ilustração do modo de perceber a recusa da realidade em uma cura.
7. Retomar o famoso comentário feito por J. Lacan sobre A Carta Roubada.
8. Apresenta a questão de uma heterogeneidade fundamental da instancia superegóica.
9. Assinalar a dificuldade da terminologia ligada ao conceito de recusa.
10. Revisar os trabalhos fr Freud que tratam da recusa.


Desenvolvimento

“Com referência às condições de nascimento da fantasia, o ponto essencial para o que nos interessa seria este: a própria operação que reconhece o Outro como falante e, portanto, “simboliza-o”, ao mesmo tempo, irá desligar-se (da Mãe), os “objetos parciais” freudianos – que Lacan designa como “a minúsculo” – os mesmo que irão, no sujeito, entrar na constituição de sua fantasia. Em compensação, pode-se conceber que todo fracasso persistente na marcação simbólica do Outro materno pela falta, será de natureza a impedir o desligamento dos objetos da fantasia inconsciente, entravando a própria operação de subjetivação e o trabalho de transformação próprio à fantasia” (Penot, 1992)


Informações

Jéssica - 81729138
Fernanda - 91077074
Isabela - 92112040

Bibliografia

Ambertin, M. G. Imperativos do supereu. Escuta
Lacan, Jacques. O seminário, livro III. As psicoses. Jorge Zahar Editor.
Lacan, Jacques. O seminário, livro X. A Angústia. Rio de Janeiro. Jorge Zahar Editor.
Leclaire, S. On tue um efant. Paris, Seuil.
McDougall, J. 1997. As múltiplas faces de Eros: uma exploração psicanalítica da sxualidade humana. São Paulo: Martins Fontes.
Meltzer, Donald. O Processo Psicanalítico. Imago Editora.
Pento, Bernard. Figuras de além do negativo. Porto Alegre: Artes Médicas.

3 de abr. de 2010

Limítrofe

As palestras sobre estado limítrofe serão prolongadas por mais uma semana.

Em consequência disso, o início do curso Polifonia do Sonho será adiado também.
Terá início daqui a duas semanas.

Agradecemos a compreesão de todos!
Coordenação do projeto.

21 de mar. de 2010

Rede de Psicanálise do Amazonas

α RPA Manaus, 11 de março de 2010




Prezados Senhor (a),

“A Rede de Psicanálise do Amazonas - RPA em parceria com os projetos de extensão “Psicanálise na Cultura” e” A Criança como Desafio”, desenvolvidos junto ao Departamento de Clínicas Médicas da Faculdade de Ciências da Saúde - UFAM, estará promovendo, nesse 10 de abril próximo, a palestra “A Transferência na Clínica – de Freud a Lacan,” de autoria do psicanalista Francês Fernando de Amorim.

O evento, que acena como o início de uma grande jornada de natureza científico-cultural da RPA em Manaus, tem procedência franco-brasileira, aberto ao público e dirigido tanto a profissionais da área psi,clínicos em geral, como a professores e alunos do ensino superior, pois é parte integrante da política de extensão da Universidade Federal do Amazonas em seus objetivos de estender saber e serviços à comunidade amazonense.

O palestrante, Fernando de Amorim é Diretor da CPP (Consultation publique de psychanalyse), Paris IX; Presidente do RPH (Réseau para à Psychanalyse no Hôpital); Membro da SFHM ( Société Française d'Histoire de la Médecine); Membro da equipe « Syndromes psychogènes », Départemento saude environnement do Instituto national (françês) de vigilância sanitária, serviço de saude publica francês; Diretor da Revista de psychanalyse e clinica médica (Paris) .

A iniciativa visa o estreitamento do laço sócio-cultural em prol da transmissão do “saber” psicanalítico e do aprimoramento da clínica. E, por seu caráter inaugural, o evento será amplamente divulgado e contará com a participação especial da TV UFAM, por onde será gravado e exibido em sua grade de programação. Além disso, a coordenação do evento deverá proceder à divulgação prévia do evento e de seus apoiadores através de inserções na TV UFAM e do envio de press release por meio de imagem e texto para os principais jornais, programas de TV e rádio, bem como por meio da tradicional panfletaria e de cartazes, em número e especificidades identificadas ao público alvo nas universidades e instituições de saúde.

Esta coordenação vem, nesse momento e em nome da equipe docente e discente envolvida no projeto solicitar sua adesão em forma de parceria de apoio cultural ao presente movimento de difusão do saber psicanalítico, onde membros, voluntários e alunos, tentamos fornecer meios aos interessados e comprometidos com a causa analítica, de fundar uma Escola de Psicanálise no Amazonas. Manaus não pode permanecer mais tempo como uma das poucas capitais brasileiras excluídas dessa iniciativa de melhoria da qualidade de vida e serviços, na reciclagem e produção de conhecimento no campo da saúde mental.

Agradecendo antecipadamente seu interesse e atenção, essa coordenação está a sua inteira disposição para quaisquer informações adicionais que se façam necessárias.

Atenciosamente,

Astrid Caminha


RPA – Rede de Psicanálise do Amazonas

Parceria com Aliança Francesa de Manaus


O projeto Psicanálise na Cultura é parceiro da Aliança Francesa de Manaus.


A língua francesa é de crucial importância para aquelas pessoas que estão interessadas em ter acesso aos novos conhecimentos que estão sendo produzidos, tanto na área psicanalítica, quanto no mundo científico, filosofia, medicina, entre outros.
As grandes produções atuais são editadas em francês.

Além disso, a Copa do mundo está vindo para o Brasil e para Manaus.
Neste momento, qualificar-se com uma outra língua que não a portuguesa é acessar a novas possibilidades de emprego e inserção.

http://www.aliancafrancesa.com.br/ Visite o site e:


Informe-se sobre todos os cursos nas unidades;
Conheça o diferencial da Alinça Francesa;
Conheça o novo porgrama de Ensino sob medida;
Informe-se sobre vagas para quem fala francês;
Saiba sobre a programação Cultural;
Faça sugestões, elogios e críticas.

2 de mar. de 2010

Próximo Curso: A Polifonia do Sonho

A POLIFONIA DO SONHO


1. Espaços psíquicos, espaços do sonho.
2. Espaço onírico originário e sonho na transferência.
3. O grupo e o sonho.
4. Os sonhos de grupo.
5. A polifonia e os dois umbigos do sonho.



DESENVOLVIMENTO

“O estado psíquico de quem dorme é o retraimento: “ele se retira quase totalmente do mundo que o cerca e para de se interessar por ele” (ibid). O termo desinvestimento é bem vindo aqui para indicar essa retirada das vestimentas diurnas. Falta apenas um passo, mas um passo decisivo, para escutar na metáfora freudiana que o espaço do sonho é provavelmente o espaço do seio materno (Bion) ou do corpo materno. É nessa medida que J. B. Pontais escreve que o “sonho foi para Freud um corpo materno deslocado” (1972,p.24). Ao introduzir o conceito de envoltórios psíquicos, D. Anzieu retomará a idéia de que o sonho é um envoltório protetor contra estimulações perturbadoras que tornariam inatingível a finalidade do sonho: a realização alucinatória da fantasia de desejo inconsciente. O corpo próprio não tem apenas o estatuto de continente e fonte do espaço do sonho, como mostraram os estudos de D. Anzieu e Sami-Ali: o corpo e a psique materna garantem as condições do sonho, abrigam-no e talvez o trabalhem.”(René Kaes, p.52)

BIBLIOGRAFIA

1. Kaes, René. A Polifonia do Sonho. Idéias e Letras, 2004.
2. Chaboudez, Gisèle. A Equação de Sonhos. Companhia de Freud. 2000.
3. Freud, Sigmund. A Interpretação dos Sonhos. Vol. IV e V. Imago.
4. Anzieu, Didier. A Autoanálise de Freud. Artes Médicas.
5. Ab’Sáber, Tales A. M. O Sonhar Restaurado. Editora 34. 2005

OBJETIVOS:
1. Reavaliar a teoria do sonho
2. Explorar as manifestações clínicas do sonho
3. Propor uma visão de conjunto sobre as funções do sonho
4. Distinguir com Freud uma quádrupla regressão
5. Fazer uma distinção entre o que é comum e o que é compartilhado
6. Relembrar a tese proposta pó D. Anzieu em 1966 sobre a analogia grupo e sonho
7. Destacar a importância da qualidade do continente grupal para o sonhador
8. Mostrar que o grupo é um incrível ativador da atividade onírica
9. Propor uma visão do conjunto sobre as funções do sonho nos grupos
10. Descrever um espaço onírico originário


FRONTISPÍCIO:
“Toda a tradição psicanalítica freudiana afirma que o sonho é uma produção própria e íntima do sonhador, que ele desempenha funções estritamente intrapsíquicas e é prova da organização dinâmica, tópica e econômica do aparelho psíquico individual. Começamos a estabelecer um outro ponto de vista: o sonho exprime também e ao mesmo tempo a organização e o funcionamento do espaço intersubjetivo. Mais ainda: não só esse espaço forma o berço da capacidade de sonhar, como contém também os traços de experiências que não deixaram representações na psique de seus sujeitos constituintes. Os estudos decorrentes do trabalho psicanalítico com famílias e casais dedicaram muita atenção a essas qualidades da experiência onírica nesse espaço material da psique.” (René Käes, p.73)

Informações:
Fernanda – 91077074
Yasmine – 88111133

Temas das aulas recentes (Curso Psicopatologia: Teoria e Clínica)

Sábados:
20/02/2010: Histeria
27/02/2010: Neuroses Obsessiva
06/03/2010: Psicoses


Este curso lança um olhar crítico sobre a produção psicanlítica acerca das patologias e seu respectivos sintomas e tratamentos.
Trata-se de palestras e discussões acerca das obras freudianas, lacanianas e demais teóricos, de forma ajudar a transmissão do saber psicanalítico. Para tal, são firmadas parcerias de professores de renome voluntários, que dentro de sua boa vontade de difundir a Escola de Psicanálise de orientação Lacaniana, se dispõem a vir ao Ambulatório Araújo Lima do HUGV para contribuir com seus conhecimentos de forma a enriquecer o projeto.

Quem tiver interesse, curiosidades ou afinidade com um dos temas acima relacionado, compareça ao Auditório Zerbini, Faculdade de Medicina, ao lado do Ambulatório Araújo Lima.

TODOS OS SÁBADOS. 14:00h.

"O que se segue é especulação, amiúde especulação forçada, que o leitor [aluno] tomará em consideração ou porá de lado, de acordo com sua predileção individual." (S. Freud, Além do princípio do prazer.

Investimento: R$ 20,00 (estudante)
                    R$ 40,00 (profissional)

Iformações Fernanda - 9107-7074
                  Yasmine – 88111133

11 de jan. de 2010

Psicopatologia: Teoria e Clínica

Psicopatologia: Teoria e Clínica

Estrutura Neurótica ou Psicótica?

 
"A representação do desejo inaceitável é recalcada no inconsciente. Existe, no plano do princípio do prazer, uma falta que o Ego vai procurar peencher, em uma dupla operação sutil e compensatória/; trazer, por um lado, um satisfação de substituição e, por outro, arranjar-se para que essa consciente de substituição se encontre mesmo capaz de evocar o prazer proibido, sem que isso apareça claramente, graças ao jogo das associações de idéias. Por exemplo, o transe místico pode muito bem constituir somente um substituto do orgasmo sexual: aparentemente, não há nada de sexual, na realidade, porém, laço com o êxtase amoroso e físico se acha conservado, o afeto permanece idêntico. A formação substitutiva constitui, então, um dos modos de retorno do recalcado" (Bergeret et al., 2006)

Desenvolvimento:
"A estabilidade das estruturas verdadeiras implica igualmente, ao mesmo tempo, uma impossibilidade fundamental de passar da estrutura neurótica à estrutura psicótica (ou inversamente), a partir do momento em que um Ego específico é organizado em um sentido ou no outro. A mais "neurótica" das psicoses e a mais "psicóticas" das neuroses não chegarão a se encontra em uma linhagem comum de organização do Ego. Na estrutura neurótica, o elemento imutável mantém a organização do Ego em torno do genital e do Édipo; o conflito se situa entre o Ego e as pulsões, o recalcamento das representações pulsionais domina as outras defesas; a libido objetal se encontra em causa e processo secundário conserva um papel eficaz, respeitando a noção de realidade. Na estrura psicótica, ao contrário, uma recusa (e não um recalcamento) inside sobre toda uma parte da realidade, é a libido narcisista que predomina, o processo primário que domina, com seu caráter imperioso, imediato, automático; o objeto é fortemente desinvestido e aparece segundo as formas clínicas, todo um leque de defesas arcaicas custosas para o Ego". (Bergeret et al., 2005)

 
Objetivos:
  1. Compreender a origem dos transtorno a partir da relação do sujeito com o seu meio;
  2. Abordar de outro modo as relações entre o nato e o adquirido; 
  3. Compreender os sintomas em sua etiologia; 
  4. Considerar que essas excitações aos quais está submetido o organista são dois tipos; 
  5. Considerar que a doença psicossomática, corresponde a um nível de organização da personalidade mais arcaico que nas neuroses; 
  6. Precisar como se elabora o sonho; 
  7. Distinguir as diferentes organizações patológicas; 
  8. Definir o Édipo como uma problemática relacional fundamental da dimensão sexual; 
  9. Passar em revista alguns mecanismo primordiais em sua ordem regressiva; 
  10. Destacar que a noção de tópica ou topologia possue raízes históricas adversas.

 
Período de realização
de 09 janeiro a 06 de fevereiro. Aos sábados
 
Local:

Auditório Zerbini da Faculdade de Medicina, ao lado do Ambulatório Araújo Lima. Boulevar

de 14:00 às 16:00h.

  
Informações:

 91077074 (Fernanda)