As palestras sobre estado limítrofe serão prolongadas por mais uma semana.
Em consequência disso, o início do curso Polifonia do Sonho será adiado também.
Terá início daqui a duas semanas.
Agradecemos a compreesão de todos!
Coordenação do projeto.
3 de abr. de 2010
21 de mar. de 2010
Rede de Psicanálise do Amazonas
α RPA Manaus, 11 de março de 2010
Prezados Senhor (a),
Agradecendo antecipadamente seu interesse e atenção, essa coordenação está a sua inteira disposição para quaisquer informações adicionais que se façam necessárias.
Atenciosamente,
Astrid Caminha
RPA – Rede de Psicanálise do Amazonas
Prezados Senhor (a),
“A Rede de Psicanálise do Amazonas - RPA em parceria com os projetos de extensão “Psicanálise na Cultura” e” A Criança como Desafio”, desenvolvidos junto ao Departamento de Clínicas Médicas da Faculdade de Ciências da Saúde - UFAM, estará promovendo, nesse 10 de abril próximo, a palestra “A Transferência na Clínica – de Freud a Lacan,” de autoria do psicanalista Francês Fernando de Amorim.
O evento, que acena como o início de uma grande jornada de natureza científico-cultural da RPA em Manaus, tem procedência franco-brasileira, aberto ao público e dirigido tanto a profissionais da área psi,clínicos em geral, como a professores e alunos do ensino superior, pois é parte integrante da política de extensão da Universidade Federal do Amazonas em seus objetivos de estender saber e serviços à comunidade amazonense.
O palestrante, Fernando de Amorim é Diretor da CPP (Consultation publique de psychanalyse), Paris IX; Presidente do RPH (Réseau para à Psychanalyse no Hôpital); Membro da SFHM ( Société Française d'Histoire de la Médecine); Membro da equipe « Syndromes psychogènes », Départemento saude environnement do Instituto national (françês) de vigilância sanitária, serviço de saude publica francês; Diretor da Revista de psychanalyse e clinica médica (Paris) .
A iniciativa visa o estreitamento do laço sócio-cultural em prol da transmissão do “saber” psicanalítico e do aprimoramento da clínica. E, por seu caráter inaugural, o evento será amplamente divulgado e contará com a participação especial da TV UFAM, por onde será gravado e exibido em sua grade de programação. Além disso, a coordenação do evento deverá proceder à divulgação prévia do evento e de seus apoiadores através de inserções na TV UFAM e do envio de press release por meio de imagem e texto para os principais jornais, programas de TV e rádio, bem como por meio da tradicional panfletaria e de cartazes, em número e especificidades identificadas ao público alvo nas universidades e instituições de saúde.
Esta coordenação vem, nesse momento e em nome da equipe docente e discente envolvida no projeto solicitar sua adesão em forma de parceria de apoio cultural ao presente movimento de difusão do saber psicanalítico, onde membros, voluntários e alunos, tentamos fornecer meios aos interessados e comprometidos com a causa analítica, de fundar uma Escola de Psicanálise no Amazonas. Manaus não pode permanecer mais tempo como uma das poucas capitais brasileiras excluídas dessa iniciativa de melhoria da qualidade de vida e serviços, na reciclagem e produção de conhecimento no campo da saúde mental.
Atenciosamente,
Astrid Caminha
RPA – Rede de Psicanálise do Amazonas
Parceria com Aliança Francesa de Manaus
O projeto Psicanálise na Cultura é parceiro da Aliança Francesa de Manaus.
A língua francesa é de crucial importância para aquelas pessoas que estão interessadas em ter acesso aos novos conhecimentos que estão sendo produzidos, tanto na área psicanalítica, quanto no mundo científico, filosofia, medicina, entre outros.
As grandes produções atuais são editadas em francês.
Além disso, a Copa do mundo está vindo para o Brasil e para Manaus.
Neste momento, qualificar-se com uma outra língua que não a portuguesa é acessar a novas possibilidades de emprego e inserção.
http://www.aliancafrancesa.com.br/ Visite o site e:
Informe-se sobre todos os cursos nas unidades;
Conheça o diferencial da Alinça Francesa;
Conheça o novo porgrama de Ensino sob medida;
Informe-se sobre vagas para quem fala francês;
Saiba sobre a programação Cultural;
Faça sugestões, elogios e críticas.
2 de mar. de 2010
Próximo Curso: A Polifonia do Sonho
A POLIFONIA DO SONHO
1. Espaços psíquicos, espaços do sonho.
2. Espaço onírico originário e sonho na transferência.
3. O grupo e o sonho.
4. Os sonhos de grupo.
5. A polifonia e os dois umbigos do sonho.
DESENVOLVIMENTO
“O estado psíquico de quem dorme é o retraimento: “ele se retira quase totalmente do mundo que o cerca e para de se interessar por ele” (ibid). O termo desinvestimento é bem vindo aqui para indicar essa retirada das vestimentas diurnas. Falta apenas um passo, mas um passo decisivo, para escutar na metáfora freudiana que o espaço do sonho é provavelmente o espaço do seio materno (Bion) ou do corpo materno. É nessa medida que J. B. Pontais escreve que o “sonho foi para Freud um corpo materno deslocado” (1972,p.24). Ao introduzir o conceito de envoltórios psíquicos, D. Anzieu retomará a idéia de que o sonho é um envoltório protetor contra estimulações perturbadoras que tornariam inatingível a finalidade do sonho: a realização alucinatória da fantasia de desejo inconsciente. O corpo próprio não tem apenas o estatuto de continente e fonte do espaço do sonho, como mostraram os estudos de D. Anzieu e Sami-Ali: o corpo e a psique materna garantem as condições do sonho, abrigam-no e talvez o trabalhem.”(René Kaes, p.52)
BIBLIOGRAFIA
2. Chaboudez, Gisèle. A Equação de Sonhos. Companhia de Freud. 2000.
3. Freud, Sigmund. A Interpretação dos Sonhos. Vol. IV e V. Imago.
4. Anzieu, Didier. A Autoanálise de Freud. Artes Médicas.
5. Ab’Sáber, Tales A. M. O Sonhar Restaurado. Editora 34. 2005
OBJETIVOS:
1. Reavaliar a teoria do sonho
2. Explorar as manifestações clínicas do sonho3. Propor uma visão de conjunto sobre as funções do sonho
4. Distinguir com Freud uma quádrupla regressão5. Fazer uma distinção entre o que é comum e o que é compartilhado
6. Relembrar a tese proposta pó D. Anzieu em 1966 sobre a analogia grupo e sonho
7. Destacar a importância da qualidade do continente grupal para o sonhador
8. Mostrar que o grupo é um incrível ativador da atividade onírica
9. Propor uma visão do conjunto sobre as funções do sonho nos grupos
10. Descrever um espaço onírico originário
“Toda a tradição psicanalítica freudiana afirma que o sonho é uma produção própria e íntima do sonhador, que ele desempenha funções estritamente intrapsíquicas e é prova da organização dinâmica, tópica e econômica do aparelho psíquico individual. Começamos a estabelecer um outro ponto de vista: o sonho exprime também e ao mesmo tempo a organização e o funcionamento do espaço intersubjetivo. Mais ainda: não só esse espaço forma o berço da capacidade de sonhar, como contém também os traços de experiências que não deixaram representações na psique de seus sujeitos constituintes. Os estudos decorrentes do trabalho psicanalítico com famílias e casais dedicaram muita atenção a essas qualidades da experiência onírica nesse espaço material da psique.” (René Käes, p.73)
Informações:
Fernanda – 91077074
Yasmine – 88111133
Temas das aulas recentes (Curso Psicopatologia: Teoria e Clínica)
Sábados:
20/02/2010: Histeria
27/02/2010: Neuroses Obsessiva
06/03/2010: Psicoses
Este curso lança um olhar crítico sobre a produção psicanlítica acerca das patologias e seu respectivos sintomas e tratamentos.
Trata-se de palestras e discussões acerca das obras freudianas, lacanianas e demais teóricos, de forma ajudar a transmissão do saber psicanalítico. Para tal, são firmadas parcerias de professores de renome voluntários, que dentro de sua boa vontade de difundir a Escola de Psicanálise de orientação Lacaniana, se dispõem a vir ao Ambulatório Araújo Lima do HUGV para contribuir com seus conhecimentos de forma a enriquecer o projeto.
Quem tiver interesse, curiosidades ou afinidade com um dos temas acima relacionado, compareça ao Auditório Zerbini, Faculdade de Medicina, ao lado do Ambulatório Araújo Lima.
TODOS OS SÁBADOS. 14:00h.
Investimento: R$ 20,00 (estudante)
R$ 40,00 (profissional)
Iformações Fernanda - 9107-7074
Yasmine – 88111133
20/02/2010: Histeria
27/02/2010: Neuroses Obsessiva
06/03/2010: Psicoses
Este curso lança um olhar crítico sobre a produção psicanlítica acerca das patologias e seu respectivos sintomas e tratamentos.
Trata-se de palestras e discussões acerca das obras freudianas, lacanianas e demais teóricos, de forma ajudar a transmissão do saber psicanalítico. Para tal, são firmadas parcerias de professores de renome voluntários, que dentro de sua boa vontade de difundir a Escola de Psicanálise de orientação Lacaniana, se dispõem a vir ao Ambulatório Araújo Lima do HUGV para contribuir com seus conhecimentos de forma a enriquecer o projeto.
Quem tiver interesse, curiosidades ou afinidade com um dos temas acima relacionado, compareça ao Auditório Zerbini, Faculdade de Medicina, ao lado do Ambulatório Araújo Lima.
TODOS OS SÁBADOS. 14:00h.
"O que se segue é especulação, amiúde especulação forçada, que o leitor [aluno] tomará em consideração ou porá de lado, de acordo com sua predileção individual." (S. Freud, Além do princípio do prazer.
Investimento: R$ 20,00 (estudante)
R$ 40,00 (profissional)
Iformações Fernanda - 9107-7074
Yasmine – 88111133
11 de jan. de 2010
Psicopatologia: Teoria e Clínica
Psicopatologia: Teoria e Clínica
Estrutura Neurótica ou Psicótica?
"A representação do desejo inaceitável é recalcada no inconsciente. Existe, no plano do princípio do prazer, uma falta que o Ego vai procurar peencher, em uma dupla operação sutil e compensatória/; trazer, por um lado, um satisfação de substituição e, por outro, arranjar-se para que essa consciente de substituição se encontre mesmo capaz de evocar o prazer proibido, sem que isso apareça claramente, graças ao jogo das associações de idéias. Por exemplo, o transe místico pode muito bem constituir somente um substituto do orgasmo sexual: aparentemente, não há nada de sexual, na realidade, porém, laço com o êxtase amoroso e físico se acha conservado, o afeto permanece idêntico. A formação substitutiva constitui, então, um dos modos de retorno do recalcado" (Bergeret et al., 2006)
Desenvolvimento:
"A estabilidade das estruturas verdadeiras implica igualmente, ao mesmo tempo, uma impossibilidade fundamental de passar da estrutura neurótica à estrutura psicótica (ou inversamente), a partir do momento em que um Ego específico é organizado em um sentido ou no outro. A mais "neurótica" das psicoses e a mais "psicóticas" das neuroses não chegarão a se encontra em uma linhagem comum de organização do Ego. Na estrutura neurótica, o elemento imutável mantém a organização do Ego em torno do genital e do Édipo; o conflito se situa entre o Ego e as pulsões, o recalcamento das representações pulsionais domina as outras defesas; a libido objetal se encontra em causa e processo secundário conserva um papel eficaz, respeitando a noção de realidade. Na estrura psicótica, ao contrário, uma recusa (e não um recalcamento) inside sobre toda uma parte da realidade, é a libido narcisista que predomina, o processo primário que domina, com seu caráter imperioso, imediato, automático; o objeto é fortemente desinvestido e aparece segundo as formas clínicas, todo um leque de defesas arcaicas custosas para o Ego". (Bergeret et al., 2005)
Objetivos:
Informações:
Estrutura Neurótica ou Psicótica?
Desenvolvimento:
"A estabilidade das estruturas verdadeiras implica igualmente, ao mesmo tempo, uma impossibilidade fundamental de passar da estrutura neurótica à estrutura psicótica (ou inversamente), a partir do momento em que um Ego específico é organizado em um sentido ou no outro. A mais "neurótica" das psicoses e a mais "psicóticas" das neuroses não chegarão a se encontra em uma linhagem comum de organização do Ego. Na estrutura neurótica, o elemento imutável mantém a organização do Ego em torno do genital e do Édipo; o conflito se situa entre o Ego e as pulsões, o recalcamento das representações pulsionais domina as outras defesas; a libido objetal se encontra em causa e processo secundário conserva um papel eficaz, respeitando a noção de realidade. Na estrura psicótica, ao contrário, uma recusa (e não um recalcamento) inside sobre toda uma parte da realidade, é a libido narcisista que predomina, o processo primário que domina, com seu caráter imperioso, imediato, automático; o objeto é fortemente desinvestido e aparece segundo as formas clínicas, todo um leque de defesas arcaicas custosas para o Ego". (Bergeret et al., 2005)
- Compreender a origem dos transtorno a partir da relação do sujeito com o seu meio;
- Abordar de outro modo as relações entre o nato e o adquirido;
- Compreender os sintomas em sua etiologia;
- Considerar que essas excitações aos quais está submetido o organista são dois tipos;
- Considerar que a doença psicossomática, corresponde a um nível de organização da personalidade mais arcaico que nas neuroses;
- Precisar como se elabora o sonho;
- Distinguir as diferentes organizações patológicas;
- Definir o Édipo como uma problemática relacional fundamental da dimensão sexual;
- Passar em revista alguns mecanismo primordiais em sua ordem regressiva;
- Destacar que a noção de tópica ou topologia possue raízes históricas adversas.
Período de realização
de 09 janeiro a 06 de fevereiro. Aos sábados
Local:
Auditório Zerbini da Faculdade de Medicina, ao lado do Ambulatório Araújo Lima. Boulevar
de 14:00 às 16:00h.
91077074 (Fernanda)
19 de nov. de 2009
Projeto A Criança como Desafio
Atualmente, a preocupação com a criança adquiriu força, tanto no campo de educação quanto no da saúde. Entretanto, na cidade de Manaus, os serviços realizados por equipes multidisciplinares voltados para o atendimento de crianças como sujeito do processo são bastante escassos. Com relação à saúde, pensa-se em serviços específicos, locais exclusivos de atendimento e atenção à infância.
Fala-se muito em prevenção, porém ainda não se sabe tão bem o que é possível prevenir e o que não é. Devido a esta dificuldade no que diz respeito à prevenção, pode-se vislumbrar uma outra vertente de trabalho com a criança, isto é, a realização de um diagnóstico (ou hipótese diagnóstica) e intervenção precoces.Partindo de experiências adquiridas, inicialmente, na Sociedade Pestalozzi e também, no PAM-Codajás, verificou-se a necessidade de continuidade do trabalho e da ampliação do espaço de escuta para outros serviços voltados para o atendimento de crianças com dificuldades de desenvolvimento em decorrência do sofrimento físico, moral e psíquico.
O projeto a ser desenvolvido, a partir de uma perspectiva multidisciplinar, procura aproximar a psicologia, a medicina e essencialmente o saber psicanalitico, oportunizando, desta forma, à criação de um campo de estágio para os alunos desses cursos, proporcionado, assim, uma interação entre universidade e a comunidade.
A abordagem teórica utilizada é a psicanálise, e para esta não existe outro meio de realizar um tratamento, senão pela fala do paciente, pois, somente através da fala, existe a possibilidade de explorar os efeitos do inconsciente. Mas, há de se lembrar que o falar compreende mais do que a simples enunciação de palavras, o falar é um meio de atingir o outro e se fazer reconhecer por este, portanto, fala-se com o corpo, fala-se ao brincar (como também se brinca com o falar). Portanto, durante a terapia, deixa-se a criança livre para se expressar utilizando o desenho e o brinquedo e por meio desses instrumentos é possível detectar os distúrbios de linguagem e desenvolvimento e propor uma terapêutica baseada na construção do laço social dessas crianças, promovendo sua integração à escola, sociedade e família. O jogo e o brincar vinculam-se à constituição do sujeito, pois se torna protótipo de uma atividade simbólica e é por meio deste simbolismo que a criança com dificuldade de formular e expressar seu próprio discurso assume o discurso do outro, se apropriando deste como uma forma de identificação, de existir e de se expressar. Desta maneira, seu discurso não fala de seus desejos, mas dos desejos do Outro. A terapia oferece à criança uma forma de buscar seu próprio discurso, uma auteridade pessoal que a identifique como sujeito e a ajude a construir uma imagem sua e a expressá-la.
Dentro da experiência psicanalítica com crianças, o brincar é prática essencial, pois possibilita a expressão do desejo. Faz-se necessário salientar que no trabalho desenvolvido, não se dá ênfase ao brinquedo, pois a essência do processo do brincar não é o brinquedo, já que tudo pode servir para brincar. Só se pode falar em brinquedo, a partir do momento que a criança adquire a capacidade de diferenciar os objetos, um processo desenvolvido ao longo da terapia conforme a criança interage com as outras crianças e os terapeutas.
Na clínica psicanalítica é fundamental o conceito de transferência, processo que servirá como base para a condução do tratamento. Segundo Freud (1895), transferência seria a reedição de toda uma série de experiências psíquicas prévias, não como algo passado, mas como vínculo atual com a pessoa do médico permitindo identificar uma origem, no passado da criança, que possa ter desencadeado as dificuldades que ela apresenta hoje, o que é imprescindível para a condução correta da terapia e o tratamento. O público alvo passa a ser constituído por todas as crianças que procuram os serviços de psiquiatria já citados, sendo atendidas individualmente e/ou em grupo, dando continuidade ao trabalho voltado para a disponibilização de um espaço de escuta. Ao longo do trabalho, os pais serão solicitados a comparecer às instituições para obtenção de dados suplementares, através de encontros que poderão ser realizados individual ou coletivamente.
Todo esse processo propicia aos alunos da instituição uma oportunidade de contato e trabalho com crianças, adquirindo experiência e segurança na relação com indivíduos e a compreender a problemática infantil característica de nossa sociedade.
Com relação aos diagnósticos, estes não serão realizados sem que o contato com a criança tenha se iniciado, já que, de acordo com a abordagem psicanalítica, o diagnóstico tem como base à relação transferencial. Semanalmente, discentes e docentes se reunirão para a discussão de casos, leituras e supervisão. Pretende-se realizar encontros com especialistas em desenvolvimento infantil
Fala-se muito em prevenção, porém ainda não se sabe tão bem o que é possível prevenir e o que não é. Devido a esta dificuldade no que diz respeito à prevenção, pode-se vislumbrar uma outra vertente de trabalho com a criança, isto é, a realização de um diagnóstico (ou hipótese diagnóstica) e intervenção precoces.Partindo de experiências adquiridas, inicialmente, na Sociedade Pestalozzi e também, no PAM-Codajás, verificou-se a necessidade de continuidade do trabalho e da ampliação do espaço de escuta para outros serviços voltados para o atendimento de crianças com dificuldades de desenvolvimento em decorrência do sofrimento físico, moral e psíquico.
O projeto a ser desenvolvido, a partir de uma perspectiva multidisciplinar, procura aproximar a psicologia, a medicina e essencialmente o saber psicanalitico, oportunizando, desta forma, à criação de um campo de estágio para os alunos desses cursos, proporcionado, assim, uma interação entre universidade e a comunidade.
A abordagem teórica utilizada é a psicanálise, e para esta não existe outro meio de realizar um tratamento, senão pela fala do paciente, pois, somente através da fala, existe a possibilidade de explorar os efeitos do inconsciente. Mas, há de se lembrar que o falar compreende mais do que a simples enunciação de palavras, o falar é um meio de atingir o outro e se fazer reconhecer por este, portanto, fala-se com o corpo, fala-se ao brincar (como também se brinca com o falar). Portanto, durante a terapia, deixa-se a criança livre para se expressar utilizando o desenho e o brinquedo e por meio desses instrumentos é possível detectar os distúrbios de linguagem e desenvolvimento e propor uma terapêutica baseada na construção do laço social dessas crianças, promovendo sua integração à escola, sociedade e família. O jogo e o brincar vinculam-se à constituição do sujeito, pois se torna protótipo de uma atividade simbólica e é por meio deste simbolismo que a criança com dificuldade de formular e expressar seu próprio discurso assume o discurso do outro, se apropriando deste como uma forma de identificação, de existir e de se expressar. Desta maneira, seu discurso não fala de seus desejos, mas dos desejos do Outro. A terapia oferece à criança uma forma de buscar seu próprio discurso, uma auteridade pessoal que a identifique como sujeito e a ajude a construir uma imagem sua e a expressá-la.
Dentro da experiência psicanalítica com crianças, o brincar é prática essencial, pois possibilita a expressão do desejo. Faz-se necessário salientar que no trabalho desenvolvido, não se dá ênfase ao brinquedo, pois a essência do processo do brincar não é o brinquedo, já que tudo pode servir para brincar. Só se pode falar em brinquedo, a partir do momento que a criança adquire a capacidade de diferenciar os objetos, um processo desenvolvido ao longo da terapia conforme a criança interage com as outras crianças e os terapeutas.
Na clínica psicanalítica é fundamental o conceito de transferência, processo que servirá como base para a condução do tratamento. Segundo Freud (1895), transferência seria a reedição de toda uma série de experiências psíquicas prévias, não como algo passado, mas como vínculo atual com a pessoa do médico permitindo identificar uma origem, no passado da criança, que possa ter desencadeado as dificuldades que ela apresenta hoje, o que é imprescindível para a condução correta da terapia e o tratamento. O público alvo passa a ser constituído por todas as crianças que procuram os serviços de psiquiatria já citados, sendo atendidas individualmente e/ou em grupo, dando continuidade ao trabalho voltado para a disponibilização de um espaço de escuta. Ao longo do trabalho, os pais serão solicitados a comparecer às instituições para obtenção de dados suplementares, através de encontros que poderão ser realizados individual ou coletivamente.
Todo esse processo propicia aos alunos da instituição uma oportunidade de contato e trabalho com crianças, adquirindo experiência e segurança na relação com indivíduos e a compreender a problemática infantil característica de nossa sociedade.
Com relação aos diagnósticos, estes não serão realizados sem que o contato com a criança tenha se iniciado, já que, de acordo com a abordagem psicanalítica, o diagnóstico tem como base à relação transferencial. Semanalmente, discentes e docentes se reunirão para a discussão de casos, leituras e supervisão. Pretende-se realizar encontros com especialistas em desenvolvimento infantil
Projeto Psicanálise na Cultura
Na cidade de Manaus não há nenhuma Escola de Psicanálise de orientação Lacaniana que contribua para a transmissão do saber psicanalítico dentro e fora do âmbito universitário, que fomente pesquisas em torno de temáticas psicanalíticas e que favoreça uma transferência de trabalho indispensável à produção de um novo saber. Com este projeto pretende-se fazer apelo aos alunos e professores dos mais diversos cursos e das mais diversa universidades para participarem do mesmo e a darem a sua contribuição segundo a lei do Seminário, assim como convidar analistas de outros estados para falarem de suas experiências na transmissão e na produção do discursos psicanalítico. Não apenas isso, utilizando esse saber compartilhado, o projeto o aplica na análise e tratamento das crianças atendidas pelo serviço de Psiquiatria do Ambulatório Araujo Lima ampliando as experiências adquiridas no auxílio do tratamento dessas crianças.
Além disso, a maior justificativa para a existência de um projeto dessa natureza reside na multidisciplinaridade que ele alimenta, na renovação do saber que defende, no dialogo que é proposto, na abertura de caminhos de leituras intertextuais, numa defesa da ética do desejo que possibilita a leitura de qualquer texto à luz do saber analítico. Além de abrir novos campos de estudos e trabalho para alunos da Universidade Federal do Amazonas e de outras instituições.
Este projeto, fruto de um desejo, está voltado para a defesa a todo custo do desejo de desejo: "O desejo de desejo, no sentido lacaniano ou analítico, é o desejo do Outro de uma maneira muito mais, fundamentalmente, aberta a uma espécie de mediação". (Lacan). Para tanto a relação dialética entre teoria e prática é de fundamental relevância, uma vez que a Psicanálise é uma práxis. Para fazer valer a orientação lacaniana mantida e defendida pelo projeto, temos sempre com referencial este dito de Lacan : "afirmamos, quanto a nós, que a técnica não pode ser compreendida nem corretamente aplicada, portanto, quando se desconhecem os conceitos que a fundamentam. (...) Ponto em que notamos que, para manejar qualquer conceito freudiano, a leitura de Freud não pode ser supérflua, nem mesmo quanto àqueles que são homónimos de noções correntes.
É pela via do discurso que este projeto pretende manter o diálogo do real (o impossível), uma vez que não se pode ignorar que há certas que não se inscrevem no inconsciente. Partindo da fórmula de Espinosa: "O desejo é a própria essência do homem", o Projeto Psicanálise na Cultura pretende realizar uma crítica permanente aos filósofos de um modo geral pela exclusão e desvalorização do desejo humano. Em nossa prática com crianças, reconhecemos no Brincar e no Desenho, passagens pela escritura do desejo. E criticamos uma série de abusos que se cometem em nossa cidade ao se medicalizar as nossas crianças da mesma forma que se faz com os loucos nos manicômios.
O projeto quer reconhecer as manifestações do desejo e denunciar as formas de gozo perverso em nossa cidade e que atuam no campo médico disfarçadas de terapia. Para o trabalho de acompanhamento psicoterápico, será usada a escuta psicanalítica. Essa escuta privilegia única e exclusivamente a fala do paciente, não cabendo ao terapeuta colocar material seus no tratamento, o material a ser trabalhado no decorrer da psicoterapia deve ser somente aquilo que é trazido pelo paciente e toda intervenção- seja interpretação, escanção, pontuação- é feita a partir da fala do paciente através dos conteúdos levado à sessão. Esta escuta deve estar livre de qualquer anseio da parte do terapeuta ou acompanhante clínico. Em razão da psicanálise enfatizar a palavra, o melhor meio de difundir e transmitir o saber psicanalítico é por meio como palestras e seminários, onde o principal instrumento é a palavra e outros recursos são apenas secundários. Contudo, essa transmissão somente se sustentará se houver produção e essa produção se efetivar com a articulação entre estudo teórico e prática clínica, daí a importância do acompanhamento clínico, dos grupos de estudos e da realização de trabalhos científicos. O êxito desta transmissão também depende do intercâmbio com outros profissionais do país, pois com eles é possível manter a atualidade daquilo que vem sendo produzido no campo da Psicanálise no mundo todo.
Além disso, a maior justificativa para a existência de um projeto dessa natureza reside na multidisciplinaridade que ele alimenta, na renovação do saber que defende, no dialogo que é proposto, na abertura de caminhos de leituras intertextuais, numa defesa da ética do desejo que possibilita a leitura de qualquer texto à luz do saber analítico. Além de abrir novos campos de estudos e trabalho para alunos da Universidade Federal do Amazonas e de outras instituições.
Este projeto, fruto de um desejo, está voltado para a defesa a todo custo do desejo de desejo: "O desejo de desejo, no sentido lacaniano ou analítico, é o desejo do Outro de uma maneira muito mais, fundamentalmente, aberta a uma espécie de mediação". (Lacan). Para tanto a relação dialética entre teoria e prática é de fundamental relevância, uma vez que a Psicanálise é uma práxis. Para fazer valer a orientação lacaniana mantida e defendida pelo projeto, temos sempre com referencial este dito de Lacan : "afirmamos, quanto a nós, que a técnica não pode ser compreendida nem corretamente aplicada, portanto, quando se desconhecem os conceitos que a fundamentam. (...) Ponto em que notamos que, para manejar qualquer conceito freudiano, a leitura de Freud não pode ser supérflua, nem mesmo quanto àqueles que são homónimos de noções correntes.
É pela via do discurso que este projeto pretende manter o diálogo do real (o impossível), uma vez que não se pode ignorar que há certas que não se inscrevem no inconsciente. Partindo da fórmula de Espinosa: "O desejo é a própria essência do homem", o Projeto Psicanálise na Cultura pretende realizar uma crítica permanente aos filósofos de um modo geral pela exclusão e desvalorização do desejo humano. Em nossa prática com crianças, reconhecemos no Brincar e no Desenho, passagens pela escritura do desejo. E criticamos uma série de abusos que se cometem em nossa cidade ao se medicalizar as nossas crianças da mesma forma que se faz com os loucos nos manicômios.
O projeto quer reconhecer as manifestações do desejo e denunciar as formas de gozo perverso em nossa cidade e que atuam no campo médico disfarçadas de terapia. Para o trabalho de acompanhamento psicoterápico, será usada a escuta psicanalítica. Essa escuta privilegia única e exclusivamente a fala do paciente, não cabendo ao terapeuta colocar material seus no tratamento, o material a ser trabalhado no decorrer da psicoterapia deve ser somente aquilo que é trazido pelo paciente e toda intervenção- seja interpretação, escanção, pontuação- é feita a partir da fala do paciente através dos conteúdos levado à sessão. Esta escuta deve estar livre de qualquer anseio da parte do terapeuta ou acompanhante clínico. Em razão da psicanálise enfatizar a palavra, o melhor meio de difundir e transmitir o saber psicanalítico é por meio como palestras e seminários, onde o principal instrumento é a palavra e outros recursos são apenas secundários. Contudo, essa transmissão somente se sustentará se houver produção e essa produção se efetivar com a articulação entre estudo teórico e prática clínica, daí a importância do acompanhamento clínico, dos grupos de estudos e da realização de trabalhos científicos. O êxito desta transmissão também depende do intercâmbio com outros profissionais do país, pois com eles é possível manter a atualidade daquilo que vem sendo produzido no campo da Psicanálise no mundo todo.
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