23 de ago. de 2010

Notas: Figuras da Recusa

No decorrer do curso Figuras da Recusa, ministrado todos os sábados pelo Dr. Galvão, foram/são discutidos diferentes tópicos e conceitos que tem gerado controvérsias e dúvidas dentro do campo abordado, dentres os quais destacam-se:

- A oposição entre a recusa e o recalque;
- A recusa como prejudical para a estrutura do ego;
- O recalque como fundamental para o ego;
- A clivagem do ego e sua ligação com a recusa;
- O paciente limítrofe;
- A onipresença da recusa na atualidade;
- A lei do um;
- A economia psíquica de ligação na recusa e a mautenção da não-ligação (aquilo que tende a desligar);
- O superego e suas novas contribuições (as duas origens do superego);
"A recusa decorre fundamentalmente da ação do superego."
- A recusa do pensamento;
- A Denegação, texto de 1925 de Freud;
- Discussão de Caso - Jeanne e a Estranheza do Sexo (Figuras da Recusa, Penot);
- Discussão do texto de 1936 - Um Distúrbio de Memória na Acrópole (Freud);

21 de jul. de 2010

Outras Considerações

Será debatido também no curso Figuras da Recusa, a partir do próximo sábado (dia 24/07/10), mais detalhes sobre:

  O superego e suas implicações;
  O eu multifacetado;
  Difração no sonho;
  Ideal do ego;
  O texto O ESTRANHO*, de Freud;
  Cena psíquica;
  Cena originária;
As fantasias originárias;
Pacto de silêncio/segredo;
Conceito de renegação; 
A tradução dos termos Verleugnung, Verneinung, Bejahung, Verdrängung, e Verwerfung, pois suas traduções são muitas vezes inadequadas, gerando problemas graves de leitura e interpretação, uma vez que suprimem o termo original.

* O ESTRANHO é um texto publicado por Freud em 1919 sobre o que ele chama uma das Unheimliche,  o que é indomesticado, não familiar, estranho e inquietante, o que assombra àquele que o experimenta, o sinistro. Se elabora tal questão baseado em grande número de exemplos e escritos, se o que o interessa é mostrar como a Psicanálise encara e produz a questão da Unheimlichkeit, um escrito, melhor dito, um enredo, roteiro ou argumento é seu fio condutor: o conto ou novela O homem da areia, der Sandmann, escrito por Ernst Theodor Amadeus Hoffmann (1776-1822) e situado entre suas “peças noturnas” (die Nactstücke).

Os Escritos Técnicos de Freud




Existem os escritos técnicos de Freud?

A Psicanálise é uma dialética?




PROGRAMAÇÃO

Primeira aula: O momento da resistência

Segunda aula: A tópica do imaginário

Terceira aula: Para além da Psicologia

Quarta aula: Os impasses de Michael Balint

Quinta aula: A palavra na transferência

OBJETIVOS

1. Reintroduzir o registro do sentido

2. Interrogar o problema do ego e da palavra

3. Introduzir o problema do ego e da palavra

4. Voltar ao caso Dick descrito por Melanie Klein

5. Expor o caso de Roberto para abrir questões

6. Introduzir a questão dos dois narcisismos

7. Enfatizar a maneira pela qual o plano simbólico se liga ao imaginário

8. Afirmar e justificar que NÃO há is escritos técnicos de Freud

9. Rediscutir a fórmula de Freud: "Lá onde isso estava, o eu deve estar"

10. Criticar o uso do termo associação "livre"

11. Definir o fenômeno da resistência

12. Discutir o conceito da análise

13. Discutir o conceito de superego

14. Considerar a noção do sujeito

DESENVOLVIMENTO

"O superego é uma leia desprovida de sentido, mas que, entretanto, só se sustenta da linguagem. Se eu digo virarás à direita, é para eu permitir ao outro ajustar a sua linguagem à minha. Penso no que se passa na cabeça dele no momento em que lhe falo. Esse esforço para chegar a um acordo constitui a comunicação própria a linguagem. Esse tu é tão fundamental que intervém antes da consciência. A censura, por exemplo, que é intencional, age contudo antes da consciência, funciona com vigilância. Tu não é um sinal, mas uma referência ao outro, é ordem e amor.
Igualmente, o ideal do eu é um organismo de defesa perpetuado pelo eu para prolongar a satisfação do sujeito. Mas é também a função mais deprimente, no sentido psiquiátrico do termo.
O id não é redutível a um puro dado objetivo, às pulsões do sujeito. Nunca uma análise chegou a determinar uma taxa de agressividade ou de erotismo. O ponto a que conduz o progresso da análise, o ponto extremo da dialética do reconhecimento existencial, é - tu és isto.
Esse ideal nunca é de fato atingido." P.11 (LACAN, J.)

FRONTISPÍCIO

"Associação livre, este termo define muito o de que se trata - são as amarras da conversa com o outro que procuramos cortar. A partir de então,o sujeito encontra-se numa certa mobilidade em relação a esse universo da linguagem no qual o engajamos. Enquanto acomoda seu desejo em presença do outro, produz-se no plano imaginário essa oscilação do espelho que permite, a coisas imaginárias e reais que não tem o hábito de coexistir para o sujeito, reencontrarem-se numa certa simultaneidade, ou em certos contrastes." P.202 (LACAN, J.)

BIBLIOGRAFIA

AGOSTINHO, Santos. De magitro. Santo Agostinho. Editora Vozes.

HARARI, Roberto. Discorrer a psicanálise. Artes Médicas.

LACAN, Jacques. Os escritos técnicos de freud. Zahar Editor.

FREUD, Sigmund. Introdução ao Narcisismo. Imago Editora.

FREUD, Sigmund. O home dos Lobos. Imagi Editora.

FREUD, Sigmund. A Psicologia das Massas e a Análise do ego. Imago Editora.

DELEUZE, Gilles, GUATTARI, Félix. O Anti-édipo. 34 Editora.

JACQUES, Alain, MILLER, Jacob.A. Perspectivas do Seminário 23 de Lanca: O sintoma. Zahir Editora.

OBS: Esse curso foi ministrado pela primeira vez no dia 15/01/2000 ao dia 12/02/2000. Porém, ele será retomado à luz de novas pesquisas que apontam para as limitações desse seminário. Assim, não haverá repetições neste mesmo curso, pois qualquer curso ministrado é sempre reformulado devido à luz de uma série de novas compilações e pesquisas feitas sobre o assunto abordado.

Curso iniciado no dia 09 de outubro de 2010.

9 de jul. de 2010

Interpretando os sonhos


Neste próximo sábado, dia 10 de julho de 2010, o Prof. Dr. Galvão abordará alguns conteúdos oníricos relatados na obra de S. Freud, A Interpretação dos Sonhos, entre estes, o da BelaAçougueira/Salmão Defumado e o sonho Meu Tio.

Segue uma mostra:

"O senhor sempre me diz", começou uma inteligente paciente minha, "que o sonho é um desejo realizado." Pois bem, vou lhe contar um sonho cujo tema foi exatamente o oposto - um sonho em que um de meus desejos não foi realizado. Como o senhor enquadra isso em sua teoria? Foi este o sonho:
          "Eu queria* oferecer uma ceia, mas não tinha nada em casa além de um pequeno salmão defumado. Pensei em sair e comprar alguma coisa, mas então me lembrei que era domingo à tarde e que todas as lojas estariam fechdas. Em seguida, tentei telefonar para alguns fornecedores, mas o telefone estava com defeito. Assim, tive que abandonar meu desejo de oferecer uma ceia."

* Primeira pessoa do singular, no Pretérito Imperfeito do Indicativo.

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I. Meu amigo R. era meu tio. - Eu tinha por ele um grande sentimento de afeição. 
II. Vi seu rosto diante de mim, um tanto modificado. Era como se tivesse sido repuxado no sentido do comprimento. Uma barba amarela que o circundava destacava-se de maneira especialmente nítida. 
Seguiam-se as duas outras partes que omitirei - mais uma vez, uma idéia seguida de uma imagem.

Cont. Polifonia dos Sonhos
Investimento: R$ 20,00 (estudante) R$40,00 (profissional)
Horário: 14:00 às 16:00
Local: Auditório Zerbini da Faculdade de Medicina
, ao lado do Ambulatório Araújo Lima, rua Afonso Pena, S/N, Boulevard. Próximo à Drogaria Nossa Senhora de Nazaré.

18 de jun. de 2010

PSICANÁLISE E CINEMA

Na cidade de Manaus e em especial nas universidades, não se promove reflexões psicanalíticas sobre o cinema. Tem-se ignorado a psicanálise como fonte de refletir o cinema.
O cinema clássico de ficção, em particular, o cinema americano apresenta uma visão muito limitada da psicanálise ao modelo de cinema tal como definido pelo modelo catártico:
“O cinema americano faz dele o modelo, embora saiba que se falou apenas da primeira etapa que foi ultrapassada rapidamente e que é muito limitada no tempo. Por que é que filmes rodados a partir de 1940 se mantiveram pelo estudo dos trabalhos em 1890? Por que é esse modelo que melhor corresponde aos esquemas de cinema clássico de ficção.



Na verdade, nenhuma diferença existe entre um malfeitor que se recusa a falar na polícia e que acaba por se sentar à mesa e um doente (que se sabe criminoso) que não se lembra, mas que acaba apesar de tudo por reaver a memória e/ou a solução do enigma” (Psicanálise e cinema. Marc Vernet, pág. 74-75).
A Psicanálise é exibida no cinema de forma primária e sob o olhar de fora. O cineasta como contemplador da psicanálise a exibe de maneira superficial, a metapsicologia é expressa apenas como um projeto simplista. O projetista (o cineasta) não se trata de um psicanalista, mas de um expectador que domestica a psicanálise e assim a retransmite, sob a condição de seu olhar, aos expectadores da vida (o público).


A produção cinematográfica é executada pelos valores dominantes e não pelo real desejo do espontâneo ser psicossocial. “O cinema transformou-se em uma gigante máquina de modelar a libido social”. (O Divã do Pobre. Felix Guattarri). O desejo encontra-se editado, maquiado, ditado e socializado. Mediante tal aceitação coletiva, o cinema domestica subjetividades exibindo moldes superficiais da psicanálise e determinando desejos, comportamentos, objetivos, sonhos, dentre outras elaborações psíquicas.
Por essas e outras razões é que o cinema não tem nada a contribuir para a compreensão da Psicanálise. Pelo contrário, o cinema revela um grande atraso em relação às produções psicanalíticas.


Os alunos da UFAM e de outras universidades como o público em geral terão a oportunidade de acesso a esse saber sobre a domesticação da psicanálise levada a cabo pelo cinema.
No Amazonas, ainda não existem registros acerca da crítica ao cinema e suas limitações tendo como referencial a Psicanálise.A criação de um espaço de leitura crítica ao cinema via psicanálise oportunizaria os levantamentos necessários a produções acadêmicas que manteneriam e ampliariam as investigações pelo conhecimento científico referente à realidade social e suas implicações pelas massas e subjetividade.
A participação dos acadêmicos junto a profissionais de áreas afins, bem como, de outras, além da sociedade em geral, integraria os estudantes em um diálogo que permitiria suas autonomias e os incentivariam ao cumprimento de seu papel social através de sua principal contribuição, o pensamento científico.E ainda, possuindo como mediadora a universidade, a iniciativa do projeto aproximaria as atividades universitárias à comunidade em geral, providenciando a familiarização dos estudantes e profissionais aos reais questionamentos elaborados pela sociedade e suas dificuldades.Deste modo, a sociedade amazonense se beneficiaria com sua participação nas atividades de extensão da Universidade Federal do Amazonas e os estudantes poderiam aprimorar seu processo de aprendizado através de seu desempenho ativo no social, tanto na produção acadêmica quanto no diálogo com a sociedade.

Propiciar discussões sobre ciência e a realidade suscita questionamentos fundamentais ao processo evolutivo de uma sociedade. Refletir a Metapsicologia por meio da crítica às obras cinematográficas pode se tornar uma proposição ao pensamento universitário sobre os atuais fatores reais e autônomos que banalizam e industrializam a constituição das subjetividades em tempos contemporâneos.

OBJETIVOS:


Objetivo Geral:

-Propor ao público em geral um questionamento sobre a imagem simplificada que o cinema construiu e constrói da psicanálise. Através de obras cinematográficas, fomentar discussões psicanalíticas capazes de construir uma visão crítica sobre as atuais produções cinematográficas, suas limitações teóricas e sua parcela de contribuição à alienação social.


Objetivos Específicos:

- Proporcionar à comunidade acadêmica das ciências humanas uma proposta de reflexão sobre a psicanálise por meio da eleição de temas que fazem alusões críticas ao recurso cinematográfico e sua visão do psiquismo e da realidade (por exemplo: “A Histeria em Madame Bovary e a representação clássica do sintoma”).
- Apresentar a limitação do cinema e seus pontos de alienação através da exibição de filmes considerados como clássicos (abordando cineastas como: Fellini, Alfred Hitchcock, Stanley Kubrick , Almodóvar, Wenders dentre outros renomes do contexto cinematográfico);
- Propor uma ida ao cinema acompanhado do método psicanalítico de leitura. Desta forma, criar condições materiais (um espaço de exibição dos filmes e de discussão) e subjetivas (autonomia da palavra, diálogo com outros posicionamentos e produção crítico-acadêmica) para uma crítica mais extensa e profunda de inspiração psicanalítica ao cinema americano e a outros cinemas;
- Definir os usos extremamente simplificados da psicanálise pelo cinema através da leitura de filmes que versam sobre o trabalho analítico;
- Tentar compreender as analogias de temas entre o sonho e o filme. Os referidos temas encontram-se presentes em filmes como: Morangos Silvestres (1957) e Oito e Meio (1963);
- Mostrar aos alunos da UFAM e ao público em geral que a maioria dos filmes que se referem à psicanálise, e em especial ao tratamento psicanalítico, nos depara com aquilo que se assemelha a condução da cura tal como Freud a praticava entre 1880 e 1895: o método catártico;
- Propor uma visão crítica do cinema na medida em que o cinema pode funcionar como uma descarga psíquica a baixo preço. Através dos temas propostos, possibilitar-se-ão discussões que abordam a articulação existente entre a produção de filmes e sua influência social na constituição de subjetividades;
- Levar o público a refletir se a idéia de inconsciente na situação: “O cinema hoje tem a nossa disposição um inconsciente caseiro perfeitamente idealizado”

METODOLOGIA
 
 
O Projeto Psicanálise e Cinema se efetivará através de reflexões e produções científicas providenciadas por encontros em eventos quinzenais, bem como, por parcerias com outros projetos e instituições. A execução do projeto será possibilitada a partir da eleição de filmes com temas e questões relacionadas à psicanálise. Em seguida, uma parceria com o Projeto Clube do DVD (vinculado a ProComum), proporcionará encontros entre acadêmicos, cinéfilos, profissionais (cineastas, professores, escritores, filósofos, sociólogos, jornalistas, antropólogos, dentre outros) e a comunidade em geral através da promoção de eventos no espaço do referido projeto.
 

A exibição dos filmes será apoiada pelo acervo cinematográfico disposto pelo Clube do DVD e a projeção poderá ser efetivada por responsáveis pelo projeto ligado a ProComum.
Os eventos serão divulgados por meio de folders, cartazes e faixas; além de visitas e formalizações de convites a outras instituições de ensino, cultura e lazer. Durante os encontros, após a exibição dos filmes, os presentes participarão de discussões alusivas a questionamentos sobre a relação psicanálise e cinema. Após o final de cada evento, as reflexões levantadas e elaboradas serão configuradas em redações e publicadas na home page do projeto.
A partir do andamento do projeto, anseia-se estender as discussões de roteiros e sinopses dos filmes através da inserção do projeto em um dos quadros do Programa Set Ufam veiculado pela TV Ufam. Deste modo, a crítica ao cinema via referencial psicanalítico se abrangeria a toda a comunidade amazonense.
Enquanto o projeto Psicanálise e Cinema for realizado, a necessidade da obtenção de outros filmes e bibliografias para a fomentação das discussões será sanada pela criação de um acervo de livros e de filmes em DVD nas dependências da Universidade; esta iniciativa beneficiará a comunidade acadêmica e aos docentes preocupados em dinamizar suas aulas. E ainda, é válido ressaltar que o projeto visa estabelecer contatos eletrônicos, através do Fale Conosco no site, com editoras e grupos virtuais interessados em fornecer suporte bibliográfico e contribuições teóricas necessárias às reflexões encadeadas pelo projeto.
A evolução do projeto pode direcioná-lo a comunicações científicas com instituições localizadas nos demais estados brasileiros. Assim, faz-se necessário a solicitação de passagens aéreas com destino, em particular, à metrópole paulista, oportunizando o diálogo com autores, iniciativas e teóricos em Cinema e Psicanálise.
O acesso a obras cinematográficas e a proposta de discussões à luz do referencial psicanalítico proporcionará aos alunos, profissionais e à comunidade em geral o suporte para o questionamento sobre a sociedade contemporânea, suas vias históricas, sua dinâmica e os processos psíquicos que a constituem e encadeiam sua alienação, psicopatologias, bem como, seus desejos coletivos.

3 de jun. de 2010

Nota de Informação: Produção de livro

Informamos que as aulas que estão sendo realizadas durante as tardes de sábado irão dar origem ao novo livro de autoria do professor Galvão.

As pessoas que participarem das aulas estaram participando da produção do livro.

Além disso, vale ressaltar que, apesar de estarem vinculadas ao mesmo tema, as aulas de sábado são independentes uma da outra. Deste modo, é possível oferecer declaração de horas cursadas para quem não
puder assistir todas as aulas e tiver interesse em subtemas específicos.

Agradecemos a atenção.

Coordenação

20 de mai. de 2010

Figuras da Recusa

FIGURAS DA RECUSA


“Deve-se inicialmente, assinalar bem a dificuldade terminológica ligada, até o momento, de forma quase inexorável, a este conceito. Se o termo Frances déni [recusa] parece, de fato, ser suficientemente específico no sentido usual de “déni de justice” [recusa de justiça], por exemplo – para designar uma suspensão da própria função de julgamento (uma recusa a levar em conta, portanto), o mesmo não ocorre com o verbo déinier [recusar] que, necessariamente, tende a levar o locutor ou leitor para o registro de julgamento negativo, até mesmo de denegação, o que representa, incontestavelmente, atos psíquicos de um alcance simbólico bem diferente. Talvez a dificuldade seja ainda maior em outras línguas: porque em português, por exemplo, a tradução inicial de déni foi denegação**! Porém, esta dificuldade se deve, sem dúvida, ao fato mais geral (e fundamental) de que a especificidade do ato de recusa – não a negação, mas a suspensão de qualquer julgamento – quase não é reconhecida na linguagem ordinária, principalmente nos verbos usuais que implicam a rejeição, como ocorre principalmente no alemão” (Penot, 1992)



Programação


1. A recusa da realidade. Início: 24/07/10
2. Além de um distúrbio da recordação.
3. A infância do delírio.
4. Sujeitos em suspenso.
5. Qual superego?



Objetivos

1. Precisar melhor o conceito de gozo proposto por Freud.
2. Aprofundar a questão do superego.
3. Tratar de superego enquanto instância psíquica.
4. Esclarecer o papel do superego paterno no psiquismo.
5. Refletir sobre o lugar possível da recusa da realidade nas diversas organizações da personalidade.
6. Fornecer uma ilustração do modo de perceber a recusa da realidade em uma cura.
7. Retomar o famoso comentário feito por J. Lacan sobre A Carta Roubada.
8. Apresenta a questão de uma heterogeneidade fundamental da instancia superegóica.
9. Assinalar a dificuldade da terminologia ligada ao conceito de recusa.
10. Revisar os trabalhos fr Freud que tratam da recusa.


Desenvolvimento

“Com referência às condições de nascimento da fantasia, o ponto essencial para o que nos interessa seria este: a própria operação que reconhece o Outro como falante e, portanto, “simboliza-o”, ao mesmo tempo, irá desligar-se (da Mãe), os “objetos parciais” freudianos – que Lacan designa como “a minúsculo” – os mesmo que irão, no sujeito, entrar na constituição de sua fantasia. Em compensação, pode-se conceber que todo fracasso persistente na marcação simbólica do Outro materno pela falta, será de natureza a impedir o desligamento dos objetos da fantasia inconsciente, entravando a própria operação de subjetivação e o trabalho de transformação próprio à fantasia” (Penot, 1992)


Informações

Jéssica - 81729138
Fernanda - 91077074
Isabela - 92112040

Bibliografia

Ambertin, M. G. Imperativos do supereu. Escuta
Lacan, Jacques. O seminário, livro III. As psicoses. Jorge Zahar Editor.
Lacan, Jacques. O seminário, livro X. A Angústia. Rio de Janeiro. Jorge Zahar Editor.
Leclaire, S. On tue um efant. Paris, Seuil.
McDougall, J. 1997. As múltiplas faces de Eros: uma exploração psicanalítica da sxualidade humana. São Paulo: Martins Fontes.
Meltzer, Donald. O Processo Psicanalítico. Imago Editora.
Pento, Bernard. Figuras de além do negativo. Porto Alegre: Artes Médicas.

3 de abr. de 2010

Limítrofe

As palestras sobre estado limítrofe serão prolongadas por mais uma semana.

Em consequência disso, o início do curso Polifonia do Sonho será adiado também.
Terá início daqui a duas semanas.

Agradecemos a compreesão de todos!
Coordenação do projeto.

21 de mar. de 2010

Rede de Psicanálise do Amazonas

α RPA Manaus, 11 de março de 2010




Prezados Senhor (a),

“A Rede de Psicanálise do Amazonas - RPA em parceria com os projetos de extensão “Psicanálise na Cultura” e” A Criança como Desafio”, desenvolvidos junto ao Departamento de Clínicas Médicas da Faculdade de Ciências da Saúde - UFAM, estará promovendo, nesse 10 de abril próximo, a palestra “A Transferência na Clínica – de Freud a Lacan,” de autoria do psicanalista Francês Fernando de Amorim.

O evento, que acena como o início de uma grande jornada de natureza científico-cultural da RPA em Manaus, tem procedência franco-brasileira, aberto ao público e dirigido tanto a profissionais da área psi,clínicos em geral, como a professores e alunos do ensino superior, pois é parte integrante da política de extensão da Universidade Federal do Amazonas em seus objetivos de estender saber e serviços à comunidade amazonense.

O palestrante, Fernando de Amorim é Diretor da CPP (Consultation publique de psychanalyse), Paris IX; Presidente do RPH (Réseau para à Psychanalyse no Hôpital); Membro da SFHM ( Société Française d'Histoire de la Médecine); Membro da equipe « Syndromes psychogènes », Départemento saude environnement do Instituto national (françês) de vigilância sanitária, serviço de saude publica francês; Diretor da Revista de psychanalyse e clinica médica (Paris) .

A iniciativa visa o estreitamento do laço sócio-cultural em prol da transmissão do “saber” psicanalítico e do aprimoramento da clínica. E, por seu caráter inaugural, o evento será amplamente divulgado e contará com a participação especial da TV UFAM, por onde será gravado e exibido em sua grade de programação. Além disso, a coordenação do evento deverá proceder à divulgação prévia do evento e de seus apoiadores através de inserções na TV UFAM e do envio de press release por meio de imagem e texto para os principais jornais, programas de TV e rádio, bem como por meio da tradicional panfletaria e de cartazes, em número e especificidades identificadas ao público alvo nas universidades e instituições de saúde.

Esta coordenação vem, nesse momento e em nome da equipe docente e discente envolvida no projeto solicitar sua adesão em forma de parceria de apoio cultural ao presente movimento de difusão do saber psicanalítico, onde membros, voluntários e alunos, tentamos fornecer meios aos interessados e comprometidos com a causa analítica, de fundar uma Escola de Psicanálise no Amazonas. Manaus não pode permanecer mais tempo como uma das poucas capitais brasileiras excluídas dessa iniciativa de melhoria da qualidade de vida e serviços, na reciclagem e produção de conhecimento no campo da saúde mental.

Agradecendo antecipadamente seu interesse e atenção, essa coordenação está a sua inteira disposição para quaisquer informações adicionais que se façam necessárias.

Atenciosamente,

Astrid Caminha


RPA – Rede de Psicanálise do Amazonas

Parceria com Aliança Francesa de Manaus


O projeto Psicanálise na Cultura é parceiro da Aliança Francesa de Manaus.


A língua francesa é de crucial importância para aquelas pessoas que estão interessadas em ter acesso aos novos conhecimentos que estão sendo produzidos, tanto na área psicanalítica, quanto no mundo científico, filosofia, medicina, entre outros.
As grandes produções atuais são editadas em francês.

Além disso, a Copa do mundo está vindo para o Brasil e para Manaus.
Neste momento, qualificar-se com uma outra língua que não a portuguesa é acessar a novas possibilidades de emprego e inserção.

http://www.aliancafrancesa.com.br/ Visite o site e:


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